Under Water

Para além de ser a entrada da Europa desde há seculos para cá, atualmente, Portugal também tem vindo a ser reconhecido como um dos países mais belos do Mundo. Tendo mesmo, em 2017, ganho um dos prémios de reconhecimento mundial de turismo e ambiente [1].

O que tem atraído tanta gente e tantas culturas diferentes para um país, aparentemente, tão pequeno? Para além da gastronomia e cultura há uma coisa em que os Portugueses são verdadeiramente sortudos: o Oceano Atlântico.

A questão é que nem o ponto mais Ocidental da Europa consegue passar despercebido àquilo que é a crise do Plástico e das “Lixeiras Oceânicas”. Aliás, aquilo que damos por garantido hoje pode estar completamente alterado nas gerações vindouras.

Porquê?  

No presente momento, mais de 80 mil toneladas de lixo flutuam no Oceano Pacífico, o que é equivalente a três vezes a dimensão da França e, apesar do principal foco de descarga ser nos Países que contornam o Pacífico, nem só destes se tem feito a deterioração dos oceanos, todos os continentes tem tido mais ou menos impacto e a Europa não é uma exceção. Prova disso são as toneladas de plástico produzidas por ano em todo o mundo que, segundo a ONU, tem aumentado de forma exponencial, contando em média com 400 milhões de toneladas todos os anos, sendo que apenas 9% do volume total é posteriormente reciclado.

Há mesmo quem chegue a estimar que em 2050 haverá mais plástico no mar do que peixes e aqueles que possam existir já estarão fisicamente alterados dado o consumo deste tipo de componentes, o que encurtará a cadeia alimentar humana.

Como resposta a esta crise, tem surgido uma série de iniciativas e intervenções tecnológicas que visam juntar a engenharia à preservação da Natureza. Uma das que teve maior dimensão foi proporcionada pela “The Ocean Cleanup” [2] , que visa a extração de grandes quantidades de lixo marítimo através do movimento das ondas do mar e da força marítima que encurralam os resíduos poluentes em direção às “boias flutuantes” que contam com 600 metros de comprimento e 3 de profundidade. Em termos de resultados, apesar do projeto estar a ser desenvolvido desde 2012, só no Verão de 2018 é que foi possível de ser implementado e estima-se que até 2023 metade do lixo do Oceano Pacífico terá sido removido.

“What is interesting to see is that you are using nature to solve the mess we are doing on this planet” – André Borschberg, Co-founder of the Solar Impulse Project

A uma escala local, Andrew Turton e Pete Ceglinski desenvolveram uma tecnologia passível de ser utilizada em marinhas e pontos de descargas de navios e cargueiros que, atualmente conta com plataformas online que vão desde Facebook a Instagram, passando pela página de promoção e revenda que põe à disposição de qualquer cidadão a compra de um “Seabin”, que tem como principal objetivo a captura de nanoplásticos [3] e microfibras dificilmente capturáveis sem auxílio.

Mas o que é afinal o Seabin?

O Sabin não passa de um caixote do lixo marítimo, como afirma o próprio site que, uma vez mais deixa o oceano fazer o seu papel e move-se com a ondulação do mar que, por consequente, faz com que os resíduos sejam depositados dentro de um saco, com o auxilio de uma bomba de água (capaz de deslocar 25.000 litros por hora) e um coletor de óleos e poluente.

Atualmente, estes são dois dos projetos com maior ênfase em termos globais, um foca-se mais em profundidade e outro em superfície, mas ambos tem um objetivo comum:

Diminuir a degradação de um dos maiores ecossistemas do Planeta Terra.

“The Ocean Cleanup”
“Seabin”

Imagens utilizadas: [4] [5]

Referências:


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